Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

TERÇOS, BICICLETAS E POLÍTICOS

Tenho andado a reparar que tudo está em rápida mudança neste nosso mundo, e confesso que, às vezes, não sei muito bem se gosto do que vejo...
Há dias, poucos dias atrás, encontrei uma nova moda: agora os terços servem para trazer pendurados ao pescoço para proteger contra não sei muito bem de quê. E não foi uma ou duas pessoas que vi com esse novo amuleto da sorte, foram muitas, o que despertou a minha atenção e a minha reflexão sobre este assunto. É que no meu tempo, não há muito tempo ainda, o terço servia para rezar, tinha uma função sagrada, religiosa, e como tal ligava-nos directamente a Deus, punha-nos em contacto directo com o divino... Eu continuo a achar que essa é a melhor protecção que podemos encontrar, seja qual for o feitiço de que queremos desviar-nos na vida... Mas como tudo muda...
Também me lembro - ou como se dizia num certo anúncio - ainda sou do tempo em que se aprendia na escola que, na estrada, devíamos andar de bicicleta sempre na berma, com muito cuidado por causa dos peões e dos automóveis que circulavam também na mesma via, uns mais devagar, outros muito mais depressa que as nossas bicicletas... E mais: aprendíamos, na escola, em casa e com os agentes de autoridade, que, quando andávamos de bicicleta em grupo, devíamos fazê-lo em fila, para que fosse mais fácil aos automóveis a ultrapassagem, preservando assim a nossa própria segurança... Curiosamente nesse tempo as bicicletas eram mesmo o meio de transporte de muita gente: não havia tantos automóveis, tantos créditos para financiamentos, nem sequer havia tanto dinheiro para gasolina e os outros 'precisos' que os carros gastam... Hoje, as bicicletas que encontro na estrada são quase todas guiadas por gente com o equipamento de ciclista quase a rigor, fazendo reclame a esta ou aquela equipa, marca ou associação... Mas são donas e senhoras da estrada, não há bermas que lhes assegurem a segurança e por isso é mesmo no eixo da via que encontro 99,9% das ditas bicicletas...
São pequenos sinais em que tenho reparado no dia-a-dia e que mostram também esta mudança voraz dos tempos que correm...
Pensando nisso, acho curioso também que nestes últimos anos se tenha mudado o vocabulário e o discurso dos políticos. Por exemplo, oiço muitas vezes (acho que vezes demais) falar em "jogo democrático", e fico sempre sem perceber se a bola aí é jogada com as mãos ou com os pés, ou se se trata de um jogo de cartas tipo sueca, embora algumas vezes já tenha ficado com a impressão que é jogado por baixo da mesa… Também não entendo bem porque é que o governo espera sempre ansioso os discursos das oposições para aparecer no minuto seguinte, geralmente bem representado ao mais alto nível, a queixar-se que desses discursos das oposições não vêm muitas ideias... Acho isso estranho porque, ao que sei, cada partido tem de apresentar as suas ideias e propostas políticas antes das eleições para serem votadas pelos eleitores. E são essas que depois deviam servir para a governação, em vez de todos os dias estarem à espera que os 'inimigos' políticos lhes dêem ideias para governar este nosso país... Mas acho que até já isso mudou...
publicado por anternat às 00:41
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