Terça-feira, 11 de Março de 2008

QUASE PÁSCOA

Cá estou de novo...
Tempo de quaresma, primavera quase à porta, alguma agitação nas ruas e nas praças e... vamos andando!
Nestes dias mais tristonhos de um inverno mal conhecido e da uma quaresma que já não faz muitas diferenças em relação aos outros tempos, tenho andado com os meus pensamentos mais ou menos por aqui, nos mesmos terrenos.
Dantes, sabiamos que o inverno chegava em Dezembro e com ele acentuava-se a chuva, o frio, até a neve chegava e nos fazia uma visita ou outra fora dos seus terrenos serranos... Sabiamos que logo após o carnaval chegava a quaresma, acabavam os bailes e os petiscos, começava a penitência a sério e o jejum e a abstinência que a igreja proclama e os nossos velhotes nos ensinaram eram mesmo pra levar a sério... Até mesmo acontecia que 100 mil pessoas na rua em manifestação, ou até menos que isso, significava alguma mudança politica e social de alguma visibilidade... Ou, para citar outro exemplo, a mudança de treinador num clube de futebol dos grandes era sinal de mudança de estratégia de jogo e de rumo nas classificações finais....
Hoje, olhando à volta, tenho a impressão, mais ou menso real, que as coisas mudaram bastante. Os treinadores passam pelos clubes e as mudanças aconteçem, claro... O nome que figura na lista oficial passa a ser outro...
As manifestações sucedem-se na rua, mas tudo continua na mesma. O que era antes continua a ser depois. O que não havia antes continua a não haver depois. E o que acontecia antes, podemos ter a certeza que vai continuar a acontecer depois...
Também ainda não percebi claramente que ser quaresma ou ser páscoa faça alguma diferença neste nosso modus vivendi de nação fidelíssima, de país maioritariamente católico, defensor das tradições ancestrais no que diz respeito a meia dúzia de ritos que trazem gente a ver o espectáculo e a gastar uns cêntimos nas lojas da terra...
Nem mesmo o tempo é como era antes, já dizia o meu avô uns anos antes de se deixar vencer pela força do tempo e da doença que lhe roubou as forças que sempre soube encontrar para desbravar terrenos e construir algo que desse frutos e pudesse matar a fome aos seus e aos vizinhos: faz sol no inverno, chove no verão, o frio chega ás vezes na primavera, e o outono só se percebe pela cor das árvores que se vão despindo de frutos e roupas...
É quase Páscoa, escrevi no título. Podem confirmar, se duvidarem, olhando no calendário...
É quase primavera. Pela mesma razão.
E o resto também é quase, embora eu não saiba ainda muito bem o que é....
publicado por anternat às 19:07
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